Fluminense empata com River em sua estreia na Libertadores

 Fluminense empata com River em sua estreia na Libertadores

Fluminense empata no Maracanã em jogo no qual precisou consertar erros do primeiro tempo. Superior ao River Plate, tricolor mostra que pode ser competitivo na Libertadores.

 

É claro que todo torcedor gosta de ver sua equipe vencer. Principalmente quando se trata da estreia de seu time, em casa, no principal torneio continental — do qual ele não participava há oito anos. Mas o empate do Fluminense em 1 a 1 com o River Plate deve ser encarado com otimismo pelos tricolores. Não apenas porque a equipe segurou um dos gigantes da América do Sul. Mas pela forma como isso se deu.

Fluminense empata

O torcedor viu um Fluminense que não começou bem, mas soube se encontrar ao longo da partida e saiu de campo sem dúvidas de que foi superior ao rival. Nos 90 minutos, os tricolores criaram mais e tiveram mais chances do que os argentinos: foram cinco chutes na direção do gol contra três. Um desempenho que não só mostra o caminho a ser seguido como pode ser usado para trabalhar a confiança dos jogadores no decorrer da competição.

O próximo compromisso será em menos de uma semana. Na quarta que vem, o time visita o Independiente Santa Fe, da Colômbia. O Grupo D é completado pelo também colombiano Junior Barranquilla.

— Sabemos que o River Plate vem sendo um dos favoritos já há seis, sete anos. Mas também temos elenco pra brigar por muita coisa — atestou Cazares.

O equatoriano, aliás, foi uma das razões para o otimismo tricolor. Ele mudou a cara do jogo ao entrar. Distribuiu passes precisos — entre eles, a assistência para o gol de Fred — e por pouco também não marcou. Mostrou que pode ser uma ótima opção para a criação, até então dependente do veterano Nenê. Só precisa evitar a oscilação já conhecida dos tempos de Atlético-MG e apresentar mais regularidade em suas atuações.

O jogo

Mais estabilidade é que faltou também ao time de Roger Machado no Maracanã. O jogo já começou com o Fluminense muito mal nos passes. Nos primeiros 45 minutos, errou mais de um quarto de suas tentativas: 26% de toques incompletos. Foi num desses, inclusive, que o River Plate iniciou a jogada do gol. Aos 11, Yago Felipe falhou na intermediária, e a bola sobrou para os argentinos. Borré recebeu pelas costas de Egídio e foi derrubado por Marcos Felipe. Pênalti que Montiel converteu com categoria.

Este excesso de erros não pode ser atribuído apenas ao nervosismo ou à falta de experiência do time carioca, que iniciou a partida com apenas três atletas com experiência em Libertadores (Egídio, Nenê e Fred). Taticamente, os tricolores não se encaixaram na primeira metade do jogo. Com a bola, Martinelli e Yago ficaram muito presos atrás. Com isso, formou-se um buraco no meio, o que forçou os jogadores a tentarem passes mais longos.

A equipe só conseguia avançar pelos lados. Principalmente com Luiz Henrique e Kayky. Os dois usaram a velocidade e a facilidade para o drible para dar infiltração. O problema é que esta previsibilidade ajudou a marcação do River, e o Fluminense só conseguiu levar perigo na bola aérea.

O maior sinal de que o time de Roger Machado tropeçou mais nos próprios erros do que no adversário é o fato de que o único chute a gol dos argentinos no primeiro tempo foi o pênalti. Apesar da maior posse de bola, o River foi um time com muita dificuldade para construir. Seu maior mérito foi mesmo a marcação adiantada que dificultou ainda mais a vida dos tricolores.

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Na etapa final, as entradas de Gabriel Teixeira na vaga de Kayky e, principalmente, de Cazares na de Nenê melhoraram a dinâmica da equipe. Se taticamente a mudança não foi significativa, o Fluminense ganhou mais mobilidade e criatividade com o equatoriano, cujas valências caem como uma luva para o esquema de Roger Machado, que prioriza os contra-ataques.

Fluminense empata o jogo

Aos 21, o meia deu um excelente passe para Fred, que concluiu de primeira com muita categoria para empatar o jogo. Ele marcou seu gol de número 183 e ficou a apenas um de Orlando Pingo de Ouro, o segundo maior artilheiro da história do Fluminense. A dupla contou com a vantagem de já ter atuado junta no Atlético-MG, o que explica o rápido entrosamento.

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— Já sabia que ele ia fazer a diagonal, que eu só precisava deixar (a bola) na frente dele. Como falam, ele é matador, é artilheiro. A única coisa que posso fazer é deixá-lo na cara do gol para comemorar — comentou o equatoriano. Fico feliz pelo empate. Claro que queríamos a vitória. Mas no futebol isso acontece. Temos que trabalhar mais porque na Libertadores vem muito mais pela frente.

Fluminense empata a partida e luta até o fim em busca da virada

Cazares quase se consagrou ainda mais aos 32, quando deixou Lucca cara a cara com o goleiro Armani. Mas o atacante finalizou muito mal e desperdiçou a chance de fazer os tricolores estrearem com vitória.

 

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