Em agosto, cesta básica ficou mais barata em Aracaju, aponta Dieese

 Em agosto, cesta básica ficou mais barata em Aracaju, aponta Dieese

O estudo estima, ainda, que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.583,90, o que corresponde a 5,08 vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.100,00

Nesta quarta-feira, 08, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, Dieese, divulgou a pesquisa de preços da cesta básica referente ao mês de agosto nas capitais. Em Aracaju, o custo dos alimentos apresentou uma queda no valor.

Na capital sergipana, a cesta básica ficou 6,56% mais barata. Já a maior alta foi a de Porto Alegre (R$ 664,67), seguida pelas de Florianópolis (R$ 659,00), São Paulo (R$ 650,50) e Rio de Janeiro (R$ 634,18). Ao comparar agosto de 2020 a agosto de 2021, o preço do conjunto de alimentos básicos subiu em todas as capitais que fazem parte do levantamento.

O estudo estima, ainda, que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.583,90, o que corresponde a 5,08 vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.100,00. O cálculo é feito levando em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças. Em julho, o valor do mínimo necessário deveria ter sido de R$ 5.518,79, ou 5,02 vezes o piso em vigor.

Quando se compara o custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (7,5%), o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em agosto, 55,93% (média entre as 17 capitais) do salário mínimo líquido para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta. Em julho, o percentual foi de 55,68%.

Alimentos

As maiores altas do leite foram observadas em Aracaju (5,70%), João Pessoa (2,41%), Salvador (2,20%) e Rio de Janeiro (2,01%). A menor oferta de leite no campo fez com que houvesse disputa acirrada entre as indústrias de laticínios para a compra de matéria-prima e os preços aumentaram.

O preço do quilo do arroz recuou em 13 capitais e as quedas variaram entre -7,67%, em Aracaju, e -0,54%, em Fortaleza. As maiores taxas foram registradas em Recife (3,21%) e Belém (1,60%).

Por Redação Portal A8SE

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