Dark kitchen: modelo de negócio cresce no ramo alimentício

 Dark kitchen: modelo de negócio cresce no ramo alimentício

 Do virtual para o real. Foi assim que a aluna do quarto período de Gastronomia da Universidade Tiradentes, Hellena Oliveira Munaretto começou seu negócio. O perfil de receitas nas redes sociais se transformou em uma dark kitchen de massas e de pratos quentes.

 Também conhecida como restaurante fantasma ou restaurante virtual, a “Dark kitchen”, tem ganhado espaço no ramo de restaurantes por ser um estabelecimento de alimentação para viagem. A pandemia serviu de estímulo para essa modalidade e, na Universidade Tiradentes, o curso de Gastronomia apresenta o modelo e incentiva o empreendedorismo entre os alunos.

  “Comecei com o Instagram @munarettocookinglovers para somente postar receitas e dicas e os seguidores começaram a perguntar se eu aceitava encomendas, foi quando comecei a produzir. O retorno é bom e é necessário dedicação para passar credibilidade aos clientes. Como não tenho ponto físico aberto ao público, acabo reduzindo os custos e compensando no lucro”.

 Seguindo as orientações da coordenadora, ela investe em marketing e na apresentação do produto.

 “Minha dica é usar a rede social para divulgar o trabalho. Um bom atendimento on-line para que o cliente se sinta acolhido, mesmo a distância, também é fundamental. Outra coisa, muito importante, é investir em embalagens até mesmo oferecer mimo ao cliente, por exemplo, eu sempre mando um bombom e recadinho feito à mão, para que transmitam organização e capricho nos detalhes”, ensina.

 Gastronomia

  Coordenadora pedagógica do curso de Gastronomia da Unit, Isabelle Andrade Brito, explica que o modelo Dark kitchen já existia e ganhou mais força com o isolamento social.

 “Esse é um modelo que já existe há um tempo e teve um grande crescimento durante a pandemia, já que o atendimento de salão foi suspenso. Esse modelo não atende o cliente presencialmente, no local, somente por delivery. O principal fator favorável é o custo, já que a operação ocorre de forma interna na cozinha, não precisa buscar pontos comerciais de visibilidade. Porém, é fundamental investir no marketing digital para promover e divulgar”.

 Ela destacou que o curso de Gastronomia ofertou curso complementar sobre modelos de negócios com objetivo de fomentar o empreendedorismo.

“Nossos alunos desenvolvem esses conceitos em curso. No momento, os alunos que estão com a disciplina Gestão de Alimentos e Bebidas estão trabalhando esses conceitos de forma prática, já que não podemos fazer degustação na cozinha escola e eles precisam apresentar os pratos embalados para avaliação. Tudo tem que ser pensado: embalagem, cardápio, transporte”.

 Assessoria de Imprensa | Unit

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