Como os jogos digitais são criados e porque eles viraram até esporte

 Como os jogos digitais são criados e porque eles viraram até esporte

Jogo eletrônico é sinônimo de diversão? Não necessariamente. O mercado de games vêm atendendo cada vez mais as demandas de outros setores como Educação, Saúde, Esportes e Corporativo.

A ampliação do campo de uso desses jogos acompanha também a evolução e a sofisticação dos recursos tecnológicos, que deixam esses produtos cada vez mais criativos, interativos e realistas. A demanda ainda é pouco explorada no Brasil e demanda a formação de profissionais especializados na criação e no desenvolvimento de jogos.

Esses profissionais suprem as várias etapas de criação de um jogo digital a ser usado em computadores, notebooks, tablets, smartphones ou celulares. “O processo de criação de um jogo envolve diversos profissionais de designer, redatores, profissionais de som… É um mercado tão grande quanto o mercado de cinema, quando se fala dos grandes players, mas não impede que pequenos players sujam com jogos menores, envolvendo duas ou três pessoas. A gente tem visto muito disso, principalmente na no mercado mobile”, diz o professor Fábio Gomes Rocha, coordenador operacional nos cursos de Tecnologia e Computação da Universidade Tiradentes. Um desses cursos é o de Jogos Digitais, criado em 2019 e voltado justamente para a formação destes profissionais.

Um jogo começa a partir de ideias que são trabalhadas na fase de criação e, assim que consolidadas, passam a ser desenvolvidas por roteiristas, programadores, designers e engenheiros de som, em um processo multidisciplinar. Segundo Gomes, o principal critério levado em conta nesse processo é o da jogabilidade, que é a capacidade de interação do jogador e de manter o produto mais interessante, incluindo a história desenvolvida e os níveis de dificuldade das tarefas propostas no jogo.

“A jogabilidade tem sido algo muito importante nos últimos anos. Isso não quer dizer realista, quer dizer um jogo mais que as pessoas tenham mais interesse”, afirma o professor, dando como exemplo o Tetris, desenvolvido na Rússia, que foi um dos jogos de computador mais populares dos anos 1980. “De realista ele não tem nada, mas acaba sendo viciante e isso demonstra que basta ter uma boa jogabilidade, uma criatividade em jogo, que tem seu espaço”, acrescenta.

Essas características têm favorecido, entre outros ramos, o dos e-sports (esportes eletrônicos), que motivam a formação de grupos, ligas e clubes de jogadores que disputam games de luta, estratégia, tiro, corrida, futebol, aventura, RPG e simulação, entre outros. As ligas e clubes contam ainda com confederações esportivas digitais, e já conseguiram que o Comitê Olímpico Internacional (COI) iniciasse estudos para incluir os e-sports no rol de modalidades olímpicas, a partir de 2024.

Mas para além do esporte, os jogos digitais estão presentes no dia-a-dia através dos produtos desenvolvidos e aplicados nos outros ramos de atividade e de ensino. “As empresas têm adotado jogos para melhorar a qualificação dos seus funcionários, e tem sido uma crescente na sua utilização. Além disso, na área de medicina, a gente tem visto bastan

te a adoção de jogos digitais para treinar médicos, tratar pessoas, fazer fisioterapia..”, assinala Fábio, destacando que o mercado de jogos digitais ainda tem muitos espaços e possibilidades.

“A área de jogos é um mercado que, no Brasil, apesar de a gente ter demorado um pouco, é um mercado que tem crescido. Temos visto isso constantemente e que o mercado tem ido além do entretenimento, para a educação, a saúde e diversos outros caminhos. Então, isso demonstra que temos muito ainda a percorrer”, finalizou o professor.

Assessoria de Imprensa | Unit

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