Combate ao preconceito marca o Dia do Orgulho LGBTQIA+

 Combate ao preconceito marca o Dia do Orgulho LGBTQIA+

A segunda-feira, 28, Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, foi marcada pela luta e conscientização sobre o combate ao preconceito, além de sensibilizar quanto ao respeito à dignidade das pessoas LGBTQIA+.

“Conhecer os diferentes modos de ser e viver permite respeitar as diferenças. A ausência de conhecimento acerca da diversidade priva esta população de muitos direitos”, comenta a doutora em Direito, professora do curso de Direito da Universidade Tiradentes e coordenadora do Projeto Transjus da instituição de ensino, Acácia Lélis.

Para a especialista, o entendimento sobre a terminologia pode ajudar a sociedade a evoluir no sentido de respeitar a individualidade das pessoas. “O significado representa a diversidade de orientações sexuais e de gênero. As letras representam: L = Lésbicas; G = Gays; B = Bissexuais; T = Transexuais; Q = Queer; I = Intersexo; A = Assexual. O + representa variações de sexualidade e gênero”, destaca. “As letras são inclusivas e visam representar as pessoas que sofrem violência por serem diferentes do padrão socialmente estabelecido”, acrescenta.

Em uma perspectiva de conscientização sobre o respeito à dignidade das pessoas LGBTQIA+, o Decreto Nº 8.727/2016, que dispõe sobre o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de pessoas travestis e transexuais no âmbito da administração pública federal, é uma grande conquista.

“O uso do nome social assegura o respeito à pessoa trans, evitando que seja exposta a situações constrangedoras, uma vez que a documentação estaria em desconformidade com a aparência física e psíquica do indivíduo”, salienta Acácia Lélis.

Raffaela Alves fala sobre o preconceito e a importância de ter o direito de ter seu nome social assegurado. “A gente já sai de casa pensando que vai encontrar problema na rua, como os xingamentos que a gente ouve e finge que não é com a gente, porque temos que olhar para a frente, temos que nos valorizar, ainda que essas palavras atinjam nossa moral”, diz.

“Tem lugares que fazem a pergunta ‘Como você quer ser chamada?’. Porque, se a gente vai com característica feminina para o lugar, quem atende deveria perguntar isso, mas muitos nem fazem isso e já querem chamar pelo nome de batismo, o que é uma falta de respeito. Isso nos deixa constrangidos diante das pessoas que estão no mesmo ambiente”, complementa.

Raffaela realiza periodicamente exames no Laboratório Central de Biomedicina da Unit e destacou a humanização no UnitLab. “Eu vim aqui para poder fazer uns exames e lembro que, na primeira vez, a atendente me perguntou ‘Como a senhora quer ser chamada?’. Na hora, achei engraçado e disse ‘senhora não, senhora está no céu’. Pedi que me chamasse de Raffa porque é como eu gosto e me sinto bem”, expõe. “Gostei do atendimento porque todos possuem um grande respeito por nós. Acho que pelo fato de que ela vê que a pessoa tem um semblante de sofrimento pelas várias críticas da sociedade por ser transexual, o atendimento do Unit Lab sempre foi muito bom comigo. Espero que continue sempre assim”, finaliza.

Assessoria de Imprensa | Unit

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