Colunista diz que Rachel Sheherazade acusa Silvio Santos de assédio e censura

 Colunista diz que Rachel Sheherazade acusa Silvio Santos de assédio e censura

FOTO: REPRODUÇÃO/SBT

O colunista Gabriel Perline, que mantém a coluna Notícias da TV do Portal UOL, afirma que o processo milionário movido pela ex-SBT Rachel Sheherazade contra sua antiga casa contém denúncia de assédio moral e de censura.

Segundo o colunista, que teve acesso às 522 páginas da contenda que está protocolada na 3ª Vara do Trabalho de Osasco (SP), cidade em que a sede do SBT está instalada, a jornalista diz ter sido humilhada publicamente quando, em 2017, durante a entrega do Troféu Imprensa, Silvio Santos criticou os comentários seus comentários emitidos nos telejornais da emissora. “Eu te chamei para você continuar com a sua beleza, com a sua voz, foi para ler as notícias, e não dar a sua opinião. Se quiser falar sobre política, compre uma estação de TV e faça por sua própria conta”, disse o dono do SBT.

Para a defesa da apresentadora, Silvio teve um comportamento depreciativo, preconceituoso e vexatório. Além disso, segundo os advogados de Rachel, foi uma “atitude nitidamente machista, [que] colocou a figura feminina numa posição em que a beleza física é supervalorizada em detrimento dos atributos intelectuais”.

A situação de censura, continua Gabriel, configurou-se quando, em 2019, a apresentadora foi afastada da bancada do SBT Brasil, principal telejornal da casa, nas sextas-feiras, após tecer críticas em suas redes sociais contra o proprietário da Havan, Luciano Hang.

Um e-mail enviado pelo CEO da emissora, José Roberto Maciel, diz que a postura de Rachel envergonhavam a ele e a muitos dos colegas de trabalho. Noutra situação, agora em conversas de WhatsApp  trocadas entre ela e o chefe de jornalismo da emissora, José Occhiuso, revela o descontentamento de Sheherazade em relação ao desequilíbrio na distribuição de funções importantes, como chamadas do SBT Brasil.

Além disso, a jornalista pede indenizações trabalhistas por ter sido contratada como pessoa jurídica. Ao todo, o montante pode chegar a R$ 20 milhões.

 

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